O Mundo em Movimento http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br O blog O Mundo em Movimento tem a pretensão de falar sobre vários assuntos, além do mundo do automóvel. Mon, 23 Oct 2017 18:42:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Célula de combustível é preferência da Hyundai http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/23/celula-de-combustivel-e-preferencia-da-hyundai/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/23/celula-de-combustivel-e-preferencia-da-hyundai/#respond Mon, 23 Oct 2017 16:09:15 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8029 Andamos nos carros de emissão zero e visitamos o Centro de P&D da gigante coreana

A pegada ecológica da Hyundai, com seus carros ecologicamente amigáveis, começou em 2013, com a produção em série do modelo movido a célula de combustível, opção preferida da empresa entre as opções de emissão zero de poluentes.

Desde 2016 a Hyundai produz e vende o Ioniq, o primeiro carro elétrico com três opções de motorização: elétrico puro, híbrido e híbrido com tomada (veja matéria).

Mas qual a tendência mundial entre os carros de emissão zero?

“A Hyundai investe em todas as opções que se desenham para o futuro, porque ninguém sabe qual será a melhor, qual será a escolhida pelas novas gerações”, disse à nossa reportagem o vice-presidente de Relações Públicas da Hyundai Motor Group, sr. Zayong Koo, revelando no entanto que a aposta preferida da empresa é pela célula de combustível.

Isso porque a Hyundai começou o desenvolvimento da tecnologia antes e tem alta expertise no assunto, com um produto comercial no mercado há quatro anos. É uma das duas montadoras a ter um modelo comercial à célula de combustível: a outra é a Toyota.

Zayong Koo desfila outras vantagens da tecnologia:

“A célula de combustível é a energia mais limpa, gera apenas água (potável) nas emissões. Tem mais autonomia do que o carro elétrico: o modelo da Hyundai faz 500 km com uma carga e a próxima geração do carro terá autonomia de 800 quilômetros. Além disso, a recarga é rápida: leva o mesmo tempo de abastecimento de um carro à combustão.

Em relação à dirigibilidade, o comportamento das duas tecnologias é parecido, mas o carro a célula de combustível que avaliamos em Seul (um modelo IX35 é mais, digamos, parecido com um “carro normal”, já que o elétrico puro tem algumas características que o diferenciam dos demais.

O Hyundai movido à célula de combustível é oferecido no mercado estadunidense por uma espécie de leasing, onde o usuário paga uma taxa de US$ 500,00 por mês para fazer uso do carro.

A Hyundai tem ainda o projeto Zero Acidente, que incrementa segurança ativa para os ocupantes do carro e para os pedestres. O sistema avalia o gerenciamento de risco em tempo real e monitora o serviço de salvamento de emergência.

Centro de P&D tem 34 pistas de testes

Os estudos são feitos no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, que visitamos em  Hwaseong . São 34 pistas de testes que expõe 71 tipos de piso de rodagem. A primeira pista é logo na entrada do complexo, uma ampla área de 70 metros de largura por 1,2 km de comprimento, onde são feitos testes de aceleração, frenagem e dirigibilidade. Logo em seguida tem a pista de pisos irregulares, onde são testadas a rigidez e a durabilidade do carro e em seguida o túnel de pó, que testa a vedação do carro e dos componentes, usada especialmente para checar a vedação dos carros exportados para o Oriente Médio, onde as condições de penetração de pó no interior do carro exigem mais cuidado.

A pista oval simula uma reta infinita, serve para testar os carros em alta velocidade, tem 4,5 km de extensão e permite aceleração (controlada) a até 250km/h. Outra pista simula os diferentes tipos de piso de rodagem encontrados nos países para onde o Grupo Hyundai exporta seus carros.

Além de 7.500 veículos em testes permanentes, outros 350 carros são comprados da concorrência e submetidos aos mesmos testes dos carros da empresa, como avaliação de vedação, ruído, construção, uso e qualidade dos componentes etc.

A pista mais curiosa é a dos testes de impacto, onde se verifica o estrago causado nos carros acidentados e nos usuários. As batidas mais comuns são simuladas e avaliadas pela equipe técnica, enviadas à engenharia, que procede a eventuais alterações no projeto. A pista tem opções de teste de impacto oblíquo, lateral, frontal e de poste (os testes de capotamento são feitos na Europa). Os chesh-test são registrados por uma infinidade de câmeras com alto poder de captação: equipamentos de alta definição capturam o momento exato da deformação do carro na batida: são tiradas 1000 fotos por segundo, de forma a registrar a função do cinto de segurança e do airbag, que são acionados em 0,2 segundo após a batida.

Dezenas de Damis integram o plantel do Centro de P&D. São manequins que ocupam o lugar de motorista e dos passageiros, monitorados por sensores que registram os estragos causados no acidente.

Siderúrgica própria garante qualidade

O Grupo Hyundai, que inclui a marca Kia e domina o mercado coreano com 70% das vendas (veja), é uma empresa altamente verticalizada, o que, segundo Zayong Koo, permite o total controle de qualidade dos carros. A Hyundai é dona da maior siderúrgica do país e uma das maiores do mundo, fornecendo aços especiais para a produção dos carros e também para a construção naval, operação também sob o controle do grupo Hyundai.

“Nossa siderúrgica está focada no desenvolvimento automotivo, disse Zayong Koo – e isso reflete nos bons resultados que obtemos nos nossos chesh-tests e na qualidade dos nossos produtos em todo o mundo”. Para o executivo, a verticalização agrega valor à marca mesmo numa produção de grande volume: a Hyundai Motor Group produz oito milhões de carros por ano em oito países e é o quinto maior fabricante do mundo.

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Ioniq, o elétrico três em um da Hyundai http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/ioniq-o-eletrico-tres-em-um-da-hyundai/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/ioniq-o-eletrico-tres-em-um-da-hyundai/#respond Fri, 20 Oct 2017 15:25:16 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8022 Andamos no primeiro carro elétrico com três opções de motorização

O carro elétrico já é preferência de uma parte dos consumidores em todo o mundo; há quem goste do elétrico puro, outros preferem o híbrido, sistema em que se faz uso das duas tecnologia e outros ainda dão preferência ao híbrido plug-in.

Se há demanda para todas as opções, nada melhor do que um carro que ofereça as três tecnologias ao consumidor.

Foi o que fez a Hyundai com o Ioniq, lançado no ano passado na Ásia e na Europa, e que testamos nas ruas da cidade de Goyang, na Coréia do Sul, a convite da montadora.

O Ioniq é primeiro carro elétrico do mundo com as três opções e faz parte da estratégia de sustentabilidade da empresa, que propõe baixos níveis de emissões de poluentes e alta eficiência energética.

Qual a diferença entre eles?

O elétrico puro funciona com uma bateria, que é carregada na corrente elétrica. Tem apenas um motor, elétrico, e quando a carga acaba é preciso recarregar.

O híbrido tem um motor a combustão e outro elétrico, que é carregado com a energia liberada nas frenagens e na desaceleração. O motor a combustão é usado prioritariamente, e o elétrico vai sendo carregado com as frenagens e usado simultaneamente, tudo de forma automática.

E o híbrido plug-in tem um motor a combustão e outro elétrico, mas as baterias podem ser carregadas na tomada de força, na corrente elétrica. Assim, ele permite que você use inicialmente toda a autonomia do motor elétrico e só vai fazer funcionar o motor à combustão depois que esgotar a eletricidade.
O desempenho, a forma de dirigir são semelhantes. A diferença está no resultado energético: no uso que você vai fazer das duas energias.

Híbrido
A versão híbrida do Ioniq tem motor 1.6 GDI de quatro cilindros de 105 cavalos e injeção direta, a gasolina, com 15,0 kgf.m de torque. Acompanha o motor elétrico de 32 kw (43 cv), alimentado por uma bateria de íons de lítio com capacidade de 1,56 kWh. A potência conjunta dos dois motores soma 141 cavalos e as emissões de CO² ficam abaixo de 79 g/km. O carro atinge velocidade máxima de 185 km/h.
A caixa de câmbio de dupla embreagem de seis marchas usa rolamentos de baixo atrito e óleo de transmissão de baixa viscosidade, o que leva a maior desempenho e economia de combustível.

Híbrido plug-in
A versão híbrida com tomada tem o mesmo motor 1.6 a combustão mas um motor elétrico mais potente, de 45 kW (61 cavalos) e uma bateria de íons de lítio de alta performance, que rende até 50 quilômetros no modo puramente elétrico, com emissão de apenas 32 g/km. Nessa versão, o carro pode andar apenas usando o motor a combustão, usando gasolina, ou no modo puramente elétrico, uma vez que as baterias serão carregadas diretamente na rede de eletricidade: o uso pode ser inicialmente elétrico e usar o motor a gasolina quando a bateria estiver descarregada, de forma que a opção elétrica seja sempre prioritária.

Elétrico puro
Nós andamos na versão elétrica do Ioniq. É uma sensação agradável andar num carro absolutamente silencioso e um prazer saber que você não está poluindo o ar. O carro tem um motor de 88 kW, equivalente a 120 cavalos de potência, transmissão de seis marchas e que atinge uma velocidade de 165 km/h. A bateria – também de íons de lítio – tem de 28 kWh, o que permite o motorista rodar 250 quilômetros com um único carregamento. O mais interessante da versão elétrica pura é que a bateria pode ser recarregada (em 80% da sua capacidade) em apenas 24 minutos com o uso de um carregador rápido de 100 kW. Ou seja: com uma parada pra um café (e recarregamento), o Ioniq elétrico poderia quase completar uma viagem São Paulo – Rio de Janeiro numa tacada só.

A Hyundai caprichou no visual do Ioniq e deu personalidade a cada uma das versões. O híbrido, por exemplo, tem farois bi-xenon envolvidos por luzes de posição de led e rodas de liga-leve de 17 polegadas.
Internamente tem um visual mais simples e limpo, onde foram usados materiais ecologicamente amigáveis.

O painel conta com uma tela de sete polegadas de alta resolução, que exibe velocímetro, nível de carga da bateria e nível de combustível, entre outras informações. É possível conectar o celular e controlar funções de música, telefone e navegação na tela e o sistema remoto de recarregamento mantém o aparelho com a bateria plena.

A Hyundai prospecta a venda do Ioniq no Brasil, inclusive mostrou o carro no último Salão do Automóvel de São Paulo mas a definição só ocorrerá após as decisões do projeto Rota 2030, que deverá redefinir a alíquota de impostos dos carros no Brasil. O Ioniq já é vendido no Chile e no Equador e caso seja vendido no Brasil será importado pelo grupo Caoa.

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O desafio é fazer um carro para 2025 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/o-desafio-e-fazer-um-carro-para-2025/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/o-desafio-e-fazer-um-carro-para-2025/#respond Fri, 20 Oct 2017 11:45:43 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8019

Peter Schreyer

Com o avanço tão rápido da tecnologia e a conseqüente mudança de comportamento do mercado, como saber qual será a preferência do consumidor em 2025?

Esse é o difícil desafio da equipe de design da Hyundai, liderada pelo experiente Peter Schreyer, que foi chefe de design do grupo Volkswagen, responsáveis, entre outros, pelo desenho dos carros da Audi.

Conversamos com o Peter Schreyer e o Lee Sang Yup, que dirige a divisão de pesquisa e desenvolvimento da gigante coreana e é responsável pela Genesis, a marca de luxo da empresa.

Foi ele quem fez as contas:

“Da tomada de decisão da construção de um carro até o seu lançamento, são dois ou três anos. Com mais cinco anos que o produto tem que permanecer no mercado, são sete, oito anos. Construir um carro para o consumidor de 2025 é realmente um difícil desafio”. Ele se refere a dificuldade de prever o comportamento do consumidor com tanta antecipação, em uma época em que as tecnologias envelhecem muito rapidamente e os parâmetros, os conceitos de praticidade, operacionalização e beleza evoluem as vezes de forma radical.

O desafio é muito maior do que desenhar a próxima geração do HB20. É criar uma linguagem que Peter Schreyer chama de “sensualidade esportiva” para o novo momento da marca no próximo período.

Peter explica que o HB20 chegou com a proposta de uma linguagem forte, contundente, do tipo “chegou, chegando” e que a nova geração tem novamente que “provocar o mercado”, despertar a concorrência.

Ele credita ao design, a principal razão do sucesso do HB20 e diz que para ter o mesmo desempenho “a nova geração tem que promover um novo rompimento, tem que ter novamente uma proposta revolucionária”.

Para isso a equipe pesquisa todos os aspectos da sociedade que vai receber o carro através de clínicas, observação do comportamento do consumidor e da concorrência, muita conversa e, principalmente, investimento em um time jovem que pensa lá na frente e que consiga captar as tendências das novas gerações.

O conceito de carro está mudando – resumiu Lee Sang Yup. Carro não é mais um meio de transporte. É um espaço de convivência. Ele concorre com o celular. É essa compreensão que nos leva a tomar decisões como a de tornar o carro mais intuitivo em vez de pensar em um novo painel ou em um novo desenho da roda.

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Uma visita à maior fábrica do mundo http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/uma-visita-a-maior-fabrica-do-mundo/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/uma-visita-a-maior-fabrica-do-mundo/#respond Thu, 19 Oct 2017 15:52:03 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8016

Saem das linhas de montagem da fábrica da Hyundai em Ulsan, a 500 km de Seul, na Coreia do Sul, um milhão e meio de veículos por ano, se fosse um país, essa fábrica estaria entre os dez maiores fabricantes do mundo. E Ulsan é apenas uma das 20 unidades que a gigante coreana mantém em oito países, entre eles o Brasil, com uma produção em Piracicaba de quase duzentos mil carros e também produção em Anápolis.

No total, o Grupo Hyundai, que inclui a marca Kia, produz 8 milhões de carros e é o quinto maior fabricante do mundo.

A maior fábrica de carros do mundo tem cinco linhas de montagem, emprega 34 mil pessoas e produz quinze modelos, entre eles, alguns conhecidos do consumidor brasileiro, como o Veloster, o Elantra, o I30 e o Santa Fé.

A maior parte da produção, quase um milhão de carros, é exportada, principalmente para os Estados Unidos, China e Índia. A conta que se faz é que a cada dez segundos, sai um carro das linhas de montagem.

A fábrica fica ao lado do porto de Shipping, onde 400 motoristas embarcam diariamente quatro mil carros no navio.

A Hyundai é um dos ícones do crescimento e da revolução econômica e social construída pela Coreia do Sul nos últimos anos. A marca está comemorando apenas 50 anos de existência.

Orgulho dos coreanos, a Hyundai domina também o mercado interno, suas duas marcas têm 70% do mercado. Outra coreana, a Ssangyong, tem outros 10%, sobrando apenas 20% do mercado coreano para as outras marcas estrangeiras.

Joel Leite, de Seul, na Coreia do Sul especial para a Autoinforme

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Equinox chega esta semana, por R$ 150 mil http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/equinox-chega-esta-semana-por-r-150-mil/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/equinox-chega-esta-semana-por-r-150-mil/#respond Mon, 16 Oct 2017 16:59:52 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8013 Vai brigar no segmentos dos SUV, que aumentou a participação de 6,8% em 2012 para 17,4% este ano

O segmento dos utilitários esportivos, que não para de crescer, ganha mais um concorrente de peso com a chegada do Equinox, que a rede Chevrolet começa a vender nesta sexta-feira, 20, em uma única versão, tendo como principal concorrente o Compass, da Jeep, que já disputa um lugar entre os dez carros mais vendidos no Brasil.

O Equinox vem recheado de tecnologia e o motor 2.0 de 262 cavalos usado na versão básica do Camaro. Com ele, mais a transmissão automática de nove marchas, o Equinox atinge 100 km/h em 7,6 segundos, mesmo sendo um carro pesado, 1,6 tonelada. E segundo a fábrica tem um bom consumo: faz 8,4 quilômetros com um litro de gasolina em circuito urbano.

O carro tem frenagem automática de emergência, alerta de esquecimento de criança no banco de trás, star stop, controle de balanço do reboque com atenuação de capotamento: quando o motorista começa a perder o controle do reboque, o sistema corrige para não ocorrer o acidente.

O Equinox tem também assistência de permanência na faixa de rolamento, que é acionado quando o motorista perde o controle da direção. Vem com alenta de proximidade na traseira: uma trepidação no banco indica o lado em que está a pessoa.

O farol também é inteligente, ao deparar com uma pista com baixa luminosidade, o farol alto é ligado automaticamente Tem ajustes elétricos dos bancos com memória em todas as direções, sistema de estacionamento semi automático longitudinal e transversal.

O Equinox vai custar R$ 150 mil. Segundo Hermann Mahnke, a opção de verão única e redução de opcionais tem o objetivo de valorizar o consumidor, que consegue obter um bom valor do seu carro no mercado de usados. Hermann lembrou que a GM tem uma longa história no segmento de utilitários esportivos: “Foi a primeira marca no mundo a ter um carro nesse segmento, o Suburban, e também a primeira no Brasil, com a Veraneio”, disse o diretor de Marketing da montadora. Ele lembrou que o segmento teve um crescimento exponencial no Brasil nos últimos anos e a marca quer aproveitar essa onda agora também com o Equinox.

Em 2012 o utilitário esportivo representava 6,8% do mercado total. Dois anos depois tinha 8,2% e em 2016 conquistou 14,2%. A projeção da empresa é que o segmento feche 2017 com 17,4% de participação.

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O fim dos pelados! http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/o-fim-dos-pelados/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/o-fim-dos-pelados/#respond Wed, 11 Oct 2017 17:19:00 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8011 Em cinco anos no mercado, Onix e HB20 elevam o patamar de entrada no mercado brasileiro

Franceso Abbruzzesi, então presidente da Citroën do Brasil, se curvou ao concorrente: “o HB20 colocou o carro brasileiro num patamar superior”.

Era o ano de 2012, e num mês de outubro como este, a marca coreana iniciava a operação da sua fábrica no Brasil, sustentada pelo êxito dos seus carros importados, que com uma intensa campanha publicitária feita pela Caoa, se tornaram objeto de desejo do consumidor. Na onda desse sucesso, o HB20 foi conquistando a simpatia do consumidor para, em menos de um ano (setembro de 2015), elevar a produção em Piracicaba para três turnos e atingir vendas mensais da ordem de dez mil unidades, o que lhe garantiu a vice-liderança do ranking por modelo.

Na mesma época, Salão do Automóvel de 2012, entendendo que nenhum dos seus carros pequenos atendiam o consumidor (Classic, Celta, Agile e Corsa disputavam o mesmo segmento, mas não ofereciam o algo mais que o mercado esperava) a GM, lançou o Onix, com uma proposta semelhante ao do HB20, de oferecer um carro completo, neste caso baseado em três pilares, conforme explicou o diretor de Marketing da empresa, Hermann Mahnk: conectividade, alto nível de conteúdo e transmissão automática de seis marchas.

“Entendemos que o nosso catálogo não atendia o consumidor, que exigia um carro mais equipado, completo. Era preciso um carro que oferecesse maior valor agregado”.

O diretor faz referência aos carros básicos, que vinham (muitos ainda vêm) sem equipamentos banais, como ar condicionado, aparelho de som, direção hidráulica, vidros elétricos. Valia tudo para economizar alguns trocados, ainda que as montadoras deixassem os seus clientes andando com um carro sem ar quente ou com o porta-luvas sem tampa. Até 1998 – acredite -, o retrovisor do lado direito não era item obrigatório nos carros vendidos no Brasil. Pior: montadoras não incluíam o item nos seus carros de entrada.

Hermann considera que carros como o Onix elevaram o patamar de exigência do mercado e por isso não acredita mais no sucesso de um carro básico.
”Os subcompactos retomam a fórmula de oferecer pouco, por isso não vão mais voltar à liderança do mercado”, disse, numa clara referência a carros como o Kwid, da Renault, que chegou à vice-liderança em setembro, no primeiro mês do seu lançamento, mas que não teria fôlego para se manter entre os líderes.

Cassio Pagliarini, diretor de Vendas e Marketing da Hyundai Brasil, faz uma análise semelhante:
“Apostamos na fórmula de oferecer um carro completo; acreditamos que o consumidor brasileiro estava buscando algo mais. Nossa proposta foi aproveitar a imagem positiva da Hyundai construída no período anterior, oferecer um carro bonito e buscar um segmento superior do mercado. Não entramos para disputar preço. Colocamos um carro com airbag e ABS de série e para dar confiança ao consumidor oferecemos a garantia de cinco anos”.

A propósito, a Hyundai encontrou o primeiro comprador do HB20, cuja garantia acabara nesses dias, e numa ação de marketing o presenteou com um HB20 modelo 2018.

Ambos os dirigentes consideram encerrada a era Gol, em que um carro básico tenha ficado por tanto tempo (27 anos) na liderança do mercado. E tendo como principais concorrentes outros básicos, como Palio, Ka, Celta, na quase totalidade das vendas com motor de 1000cc.

O Onix assumiu a liderança em 2015 e nunca mais saiu do topo do ranking. O HB20 assumiu a vice-liderança em setembro de 2015 e continua no posto, enquanto os antigos líderes caiaram pela tabela.

Em 2012 o líder de vendas era o Gol, tendo o Uno em segundo lugar e Palio em terceiro, todos carros de entrada. Em seguida Fox, Celta, Strada, Fiesta, Siena, Classic e Sandero. Observe a diferença em relação ao ranking de 2016: Onix na liderança e HB20 em segundo lugar. Em quinto aparece um sedã médio, o Corolla e em décimo um utilitário esportivo, o Honda HR-V, carros de maior porte e com maior valor agregado.

A semente que fez florescer o segmento dos carros completos, no entanto, foi incubada dois anos antes, mais exatamente em 18 de março de 2011, quando um carro chinês chegou chegando, amedrontando de tal forma as montadoras instaladas no Brasil que apenas seis meses depois, em setembro de 2011, elas conseguiram que o governo aplicasse uma barreira de proteção aos carros feitos no País: os importados passaram a recolher um IPI extra de 30 pontos percentuais. A propalada “invasão chinesa” era responsável, então, por uma venda de menos de 70 mil carros, aproximadamente o mesmo volume vendido pela….Kombi!

A rigor, foi o JAC que inaugurou a era dos carros de entrada completos. O J3 chegou custando R$ 37.900,00, preço superior aos peladões, que giravam em torno de R$ 30 mil, mas oferecia um pacote semelhante ao do Onix e do HB20. O J3 vinha com motor 1.4 de 16 válvulas, sistema de freios ABS e airbag duplo (dupla de segurança que seria obrigatória somente três anos depois), CD player, rodas de liga leve e ar-condicionado. Equipados com esses itens, os carros de entrada na época custariam mais de R$ 42 mil.

Embora não tenha se posicionado na mesma linha de Onix e HB20 no seu lançamento, o Etios, da Toyota, também chegou com a proposta de oferecer um carro mais equipado, seguindo a mesma tendência. Mais recentemente, chegaram o Polo novo, da Volkswagen e o Argos, da Fiat.

Veja o que mudou no ranking dos mais vendidos de 2012 para 2016

 

Veja no ECOinforme como reduzir o lixo doméstico 

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Paris terá táxi aquático http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/05/paris-tera-taxi-aquatico/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/05/paris-tera-taxi-aquatico/#respond Thu, 05 Oct 2017 17:05:03 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8008 Projeto vai funcionar também em Londres e Veneza

O grande problema do transporte é a infra estrutura: construir estrada, de asfalto ou de ferro, é um investimento monstruoso.

E por que não aproveitar os caminhos naturais, que já estão prontos?

Em muitas cidades as vias terrestres estão em colapso, mas as vias aquáticas estão vazias.
Pois a França está criando o táxi aquático, projeto que pretende conquistar o transporte aquático no rio Sena, em Paris e em outras grandes metrópoles.

O chamado Sea Bubbles teve investimento de R$ 40 milhões. São pequenas lanchas para cinco pessoa, a capacidade de um carro. Tem motor elétrico é são feitas de material biodegradável. Navega a 30 km/h e tem autonomia de 100 km

O veículo não provoca ondas na água, evitando assim o incômodo às embarcações de turismo que navegam no Sena, no Tamisa, em Londres e também nos canais de Veneza, cidades que já aceitaram o projeto do táxi aquático.

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Um automático por 30 mil http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/04/um-automatico-por-30-mil/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/04/um-automatico-por-30-mil/#respond Wed, 04 Oct 2017 19:49:23 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8001 Selecionamos 27 opções de seminovos automáticos ou automatizados pelo preço de um zero de entrada pelado

Um seminovo pode ser uma boa opção para quem quer se livrar do troca-troca de marchas no trânsito pesado, mas não pretende investir num modelo OK com câmbio automático ou automatizado.

O carro OK automático mais barato é o Toyota Etios X 1.3, que custa em média R$ 51.000,00 . Já a opção mais em conta para um automatizado é o Fiat Mobi Drive GSR, vendido por R$ R$ 45.450,00.

Mas no mercado de seminovos você tem opções mais baratas. Pelo preço de carro pequeno OK pelado dá pra comprar um seminovo que o livrará do incômodo das trocas de marchas. São carros com três, quatro anos de uso, mas tem até modelo 2015 nessa faixa de preço.

Nós selecionamos 27 modelos com câmbio automático ou automatizado que podem ser comprados no mercado de usados por preços em torno de R$ 30 mil.

A Chevrolet tem seis carros no segmento: o Agile 1.4 modelos 2012 e 2013, o Meriva Premium 1.8 ano 2012 e três versões do Sonic 1.6: o LT hatch 2012, o LTZ hacht e o sedã, ambos também 2012.

O mercado oferece também um Citroën C4 ano 2012 e um Peugeot 207 modelo 2013. O Peugeot 307 hatch ano 2012 também pode ser encontrado nessa faixa de preço.

A Nissan oferece três opções de automáticos no mercado de usados, todos 2012: o Tiida, o Livina S e o SL.

Todas as demais opções no segmento são da Volkswagen: seis versões do Gol, quatro do Voyage, três do Up e duas do Fox.

Veja:
Fox 1.6 2013
Fox 1.6 2012
Gol G6 1.6 2015
Gol G6 1.6 2014 2 portas
Gol G6 1.6 2014 4 portas
Gol Power G5 1.6 2013
Gol Power G5 1.6 2012
Gol Power G6 1.6 2012
Up 1.0 2015
Up 1.0 2014
Up 1.0 2013
Voyage G6 2012
Voyage G5 2012
Voyage G5 2013
Voyage G5 2012

Veja no ECOinforme:
Mercedes economiza um milhão de litros d´água
Programa evita troca desnecessária de peças

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Na pré-venda, Polo já passa de mil unidades http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/03/na-pre-venda-polo-ja-passa-de-mil-unidades/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/03/na-pre-venda-polo-ja-passa-de-mil-unidades/#respond Tue, 03 Oct 2017 19:52:47 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=7998

Um mês antes do início oficial das vendas, a Volkswagen já comemora as primeiras mil unidades negociadas do Polo, em pré-vendas feita pela internet.

As vendas pela internet vão continuar até o fim deste mês, sendo que as concessionárias só começarão a comercializar o produto na primeira semana de novembro.

Conheça o novo modelo da Volkswagen no Brasil

 

Veja no ECOinforme:
Mercedes economiza um milhão de litros d´água
Programa evita troca desnecessária de peças

 

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JAC dobra as vendas e prevê mais crescimento http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/02/jac-dobra-as-vendas-e-preve-mais-crescimento/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2017/10/02/jac-dobra-as-vendas-e-preve-mais-crescimento/#respond Mon, 02 Oct 2017 12:20:14 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=7993 Queda na taxa de juros e T40 foram os responsáveis pelo bom desempenho da importadora

Sergio Habib, presidente da JAC, está comemorando o bom desempenho da empresa este ano, depois de viver um péssimo 2016. A marca registrou um crescimento de 27,9% de janeiro a setembro, bem acima da média do mercado, que foi de 7,8% (veja balanço).

Mais do que isso, a JAC obteve um aumento de vendas expressivo em setembro, com alta de 108,1% em relação a setembro de 2016 e vendas de 308 unidades.

O dirigente credita esse bom desempenho, por um lado à retomada do crescimento do mercado de veículos (o índice no acumulado do ano é bem maior do que o previsto pelo setor) e por outro ao lançamento do modelo T40, que vendeu 173 unidades no mês. Lembrou que as vendas do T40 são promissoras, uma vez que o ritmo de abastecimento das concessionárias ainda não foi equalizado; há muitas unidades a serem entregues e portanto o volume de vendas tende a crescer.

“Ainda não conseguimos ajustar a demanda de pedidos. Vamos melhorar ainda mais as vendas nos últimos meses do ano”, disse Sergio Habib, projetando um último trimestre com média de 600 unidades vendidas/mês.

Além da maior confiança do brasileiro no futuro, em função da melhora das condições econômicas, Sérgio Habib considera que o principal agente da recuperação foi a queda na taxa de juros, “que tem proporcionado crédito mais acessível nos financiamentos”, avaliou.

O empresário destaca que o crescimento do mercado é recente, com reação a partir de maio e projeta um aumento expressivo se o volume de vendas registrado em setembro se mantiver nos próximos doze meses.

“O primeiro quadrimestre de 2017 foi praticamente igual ao de 2016. O crescimento se deu a partir do quinto mês do ano. Se projetarmos essa média de 9,6 mil unidades por dia útil em setembro para um ano cheio, nosso mercado estaria subindo para 2,4 milhões de unidades”, finalizou.

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