O Mundo em Movimento http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br O blog O Mundo em Movimento tem a pretensão de falar sobre vários assuntos, além do mundo do automóvel. Thu, 21 Jun 2018 19:02:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 A média não existe http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/21/a-media-nao-existe/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/21/a-media-nao-existe/#respond Thu, 21 Jun 2018 19:02:16 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8736

Sou um ferrenho defensor do controle da velocidade no trânsito e apoio incondicionalmente o limite de 50 km por hora nos centros urbanos, conforme recomendação da ONU, a Organização das Nações Unidas, com o objetivo de reduzir os acidentes de trânsito, modalidade em que o Brasil é campeão mundial.

Os países desenvolvidos controlam a velocidade porque sabem que com isso estão salvando vidas humanas. E mesmo com o risco de tornarem-se impopulares, dirigentes restringem cada vez mais a permissão para acelerar. No último domingo, a França reduziu o limite para 80 km/h nas estradas secundárias do país e com isso vai salvar entre 300 e 400 vidas por ano! Respondendo sobre a desaprovação da medida pelos usuários, o primeiro ministro francês, Edouard Phillippe, disse simplesmente: “estou preparado para não ser popular”.

Como se vê, não se deve medir esforços para controlar o ímpeto dos motoristas mais afoitos e tentar reduzir as trágicas estatísticas de acidentes e mortes no trânsito.

No entanto (e é aqui que eu quero chegar), é preciso ter bom senso na aplicação da lei e entender o comportamento do usuário. Não me refiro aos eventuais excessos de controle e eventuais e de “pegadinhas” dos radares, mas à fiscalização feita pela prefeitura de São Paulo (ainda em caráter experimental) da velocidade média em quatro avenidas na cidade: o primeiro radar registra o horário, assim como o segundo, e o computador calcula a velocidade média.

Pra começar, a medida não pode ser aplicada porque não está prevista do Código de Trânsito Brasileiro, para entrar em vigor precisa ser objeto de um Projeto de Lei.

E a proposta multaria o motorista que, numa eventual necessidade excedesse a velocidade de, digamos 80 km/h por alguns instantes, e deixaria de multar outro que andaria a 120 km/h em parte do trajeto e a 40 km/h na outra parte.

A medida impõe um controle desnecessário e não funciona. Como qualquer estatístico sabe, a média não existe: a média é burra.

 

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Distrações que podem levar à morte http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/20/distracoes-que-podem-levar-a-morte/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/20/distracoes-que-podem-levar-a-morte/#respond Wed, 20 Jun 2018 17:15:48 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8734 Uso do celular já briga com o álcool como principal distração ao volante, mas até um inseto pode provocar acidentes

A maior parte dos acidentes ocorre por causa da distração do motorista ao volante. E o curioso é que a maior parte das distrações é provocada pelo uso da tecnologia, o celular e o GPS. Mas a distração ocorre em qualquer circunstância: ao manobrar ou sair da vaga do estacionamento, no choro do bebê à bordo, na sonolência do motorista e até em casos mais insólitos, como a adrenalina ao ouvir o gol do seu time no rádio ou a presença de um inseto na cabine.

Um levantamento feito pela Allianz mostra que o risco de um acidente cresce drasticamente quando o motorista divide a atenção entre o trânsito e a tecnologia.
Segundo a seguradora, 60% dos motoristas envolvidos em acidentes usavam o celular enquanto dirigiam. A conclusão dos técnicos é que quanto mais itens de tecnologia tem no veículo e mais complexa seja a sua operação, mais distraído estará o motorista.
O álcool ainda é o maior responsável pelos acidentes, mas o uso do celular está avançando rapidamente nesse quesito e em alguns casos já é a principal causa das ocorrências

O homem é o responsável por 90% dos acidentes de trânsito. Os outros 10% são resultado de problemas com o carro ou com a via. Na pesquisa feita pela Allianz, três em cada quatro motoristas admitiram que costumam se distrair com as tecnologias existentes no veículo ou com o aparelho celular.
Em 2016, mais de 3.200 pessoas morreram nas estradas da Alemanha – 256 delas porque uma das vítimas envolvidas estava bêbada e 350 devido distrações ao volante.

Jochen Haug, diretor de Sinistros da Allianz Alemanha, considera o uso do celular ao volante tão nocivo quanto o álcool e acha que a sociedade precisa tomar uma atitude frente a essa realidade. Afinal, até os anos 70, era aceitável um motorista beber e dirigir, mas depois de muitas mortes em consequência do álcool as velocidades nas rodovias foram controladas e estabeleceu-se um nível máximo de álcool no sangue.
“O comportamento em relação à bebida alcoólica mudou. Não é mais socialmente aceitável beber e dirigir. Nós precisamos adotar a mesma atitude em relação ao uso do celular no volante,” disse o especialista, concluindo: “Nosso estudo é claro, o motorista que usa o celular enquanto dirige coloca vidas em risco”.

O uso do celular é tão disseminado que um em quatro motoristas afirmou que lê mensagens de texto enquanto dirige e – acredite! – 15% afirmaram que as respondem. Nos Estados Unidos a realidade é parecida. Um estudo feito no país apontou que quase 60% dos entrevistados lêem mensagens no celular com o veículo em movimento.

Mais de um terço (36%) de todos os motoristas distraídos envolvidos em acidentes fatais tinham entre 15 e 29 anos, de acordo com as estatísticas da Administração de Segurança no Trânsito dos EUA (dados de 2015).

Outras distrações

Na verdade, qualquer ação ou desvio de atenção ao dirigir aumenta o risco de acidente. Se falar ao celular aumenta em 1,3 vez o risco de acidente e digitar o número do telefone aumenta em 2,8 vezes (dados de levantamento feito no Canadá), ao comer enquanto dirige o risco é de 1,6 e simplesmente olhar para alguém no carro, 3,7.

Há muitos casos de acidente por causa do desvio da atenção do motorista para atender o choro do bebê ou o grito de uma criança no banco de trás.

Qualquer desatenção pode provocar um acidente e são muitas as possibilidades, além do álcool e do celular. Um levantamento feito pelo Centro de Tecnologia Allianz e a Continental em vários países revela que 40% dos acidentes ocorrem ao manobrar ou estacionar o carro.

Os novos formatos e aumento do tamanho dos veículos contribuem para o aumento disse tipo de ocorrência, uma vez que o tamanho das vagas nos estacionamentos não está acompanhando essa evolução. A expectativa era de que esse tipo de ocorrência diminuísse com as novas tecnologias de câmeras traseiras e sistemas automáticos de estacionamento.

Recomenda-se estacionar o carro de ré, uma vez que a vaga normalmente está livre. Já ao tirar o carro da vaga de ré o risco de um atropelamento é maior.

sono ao volante é uma das principais causas de mortes, principalmente nas estradas. Um levantamento feito pela Academia Brasileira de Neurologia mostra que 20% dos acidentes de trânsito estão associados à sonolência do motorista. Os horários com mais incidência desse tipo de ocorrência são a madrugada e início da tarde, após o almoço, horários em que o sono mais ataca. Uma fração de segundo é suficiente para ocorrer uma tragédia.

Um estímulo vindo de fora pode provocar uma direção mais agressiva, assim como uma situação de relaxamento. Ambas as situações podem resultar numa displicência. Uma investigação feita com um simulador de direção pela Universidade de Leicester, no Reino Unido, revelou o comportamento de um motorista influenciado por um jogo de futebol que escutava pelo rádio.

Quando o ritmo do jogo do seu time aumentava, com o avanço para o ataque e a iminência de marcação de gol, o motorista reagia acelerando o veículo acima do normal. Durante o período do ataque de seu time, o motorista pisou fundo no acelerador, aumentando a velocidade do carro de 110 km para 124 km/h em 22 segundos. Qualquer coisa que mexe com as emoções provoca mudança no comportamento, com o aumento da adrenalina.

Mas a situação mais arriscada para o motorista, segundo o estudo canadense, é a presença de um inseto dentro do carro. Você já deve ter vivido essa experiência: a gente abre a janela na expectativa de que o bichinho seja sugado pra fora do carro, abana a mão no painel, bate no inseto com um pano, enfim: aparentemente insignificante, o inseto se transforma num imenso problema e ninguém no carro fica sossegado enquanto estiver na companhia dele.

O estudo revelou que a presença de um inseto no carro multiplica por 6,4 a probabilidade de um acidente.

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Toro é a quarta colocada; Argo é sétimo http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/18/toro-e-a-quarta-colocada-argo-e-setimo/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/18/toro-e-a-quarta-colocada-argo-e-setimo/#respond Mon, 18 Jun 2018 13:44:17 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8727 Fiat põe quatro entre os sete carros mais vendidos na quinzena. Proeza leva a marca ao segundo lugar no ranking

Pela primeira vez a Toro fica entre os cinco carros mais vendidos no Brasil. A picape da Fiat vendeu 2.805 unidades na primeira quinzena de junho e conquistou o quarto lugar no ranking, atrás do líder Onix, da GM, que vendeu 8.196 unidades, quase o mesmo volume do segundo e do terceiro colocados juntos: o HB20 vendeu 4.652 e o Ka 3.703.

Além da Toro, a Fiat colocou mais três carros entre os sete mais vendidos, inclusive tendo o Argo (sétimo colocado com 2.564 carros) melhor desempenho do que o seu concorrente direto, o Polo, da Volks, que ficou em oitavo. O Mobi, em quinto, e a picape Strada, em sexto, completaram o bom desempenho da montadora, que ficou em segundo lugar no ranking por marca, na frente da Volkswagen. O Jeep Compass ficou em nono lugar e o Toyota Corolla em décimo.

Veja a lista dos 50 carros mais vendidos na primeira quinzena de junho

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Fiat passa a Volks em quinzena fraca http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/18/fiat-passa-a-volks-em-quinzena-fraca/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/18/fiat-passa-a-volks-em-quinzena-fraca/#respond Mon, 18 Jun 2018 13:33:35 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8725 Média de vendas é a pior desde abril: 8.607 carros/dia
Montadora italiana coloca quatro carros entre os sete mais vendidos

Com 94.678 carros licenciados, a primeira quinzena de junho revela uma parada nos negócios, depois de o mercado apresentar certa recuperação em abril (9.528 unidades por dia) e maio (dez mil). A média diária de vendas na quinzena foi de apenas 8.607 unidades.

A segunda costuma ser melhor do que a primeira, mas como ela terá apenas dez dias úteis (contra onze da primeira), é possível que junho encerre com vendas abaixo dos meses anteriores.

A novidade é a presença da Fiat na segunda posição no ranking, com 15% de participação. A GM segue líder, com 17,3% e a Volkswagen caiu para o terceiro lugar, com 14,3%. A Fiat colocou pela primeira vez a Toro entre os quatro carros mais vendidos no País: a picape vendeu 2.805 unidades, ficando atrás apenas do Onix, HB20 e Ka. Na briga entre Fiat e Volks, outro ponto em favor da italiana foi a presença do Argo (7º colocado) na frente do Polo. Veja o ranking por modelo.

O avanço da marca no ranking, assim como as posições conquistas por seus quatro modelos entre os mais vendidos não são ocorrências casuais, segundo uma fonte da montadora. A Fiat tem trabalhado comercialmente cada um dos seus produtos: em relação à Toro, a fábrica determinou uma política de valorização do usado da troca pela picape, o que resultou no aumento da procura; no caso do Mobi, a empresa reposicionou o modelo no mercado reduzindo preços de algumas versões e em relação ao Argo há um conjunto de ações agressivas de marketing para comemorar um ano da presença do carro no mercado.

A Ford fechou a quinzena na quarta posição, seguida pela Hyundai, Toyota e Renault. Honda, Jeep e Nissan completam a lista das dez marcas mais vendidas.

Veja o ranking das 30 marcas mais vendidas na primeira quinzena de junho

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São os mais baratos, mas nem tanto http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/15/sao-os-mais-baratos-mas-nem-tanto/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/15/sao-os-mais-baratos-mas-nem-tanto/#respond Fri, 15 Jun 2018 18:52:28 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8723 Por menos de 25,9 mil não se compra nada. Veja os dez mais baratos do mercado: todos abaixo dos R$ 40 mil

Os dez carros mais baratos vendidos no Brasil custam entre R$ 25,9 mil e R$ 39 mil.

Quem lidera a lista é o Chery QQ. Quase R$ 26 mil. Barato? Diante dos outros pode-se dizer que sim, pois é o único na faixa dos 20 mil, mas é um carrinho pequeno, que no exterior é tido como um míni carro.

Mas outros pequenos custam muito mais:
O Fiat Mobi sai por R$ 31,9 mil e o Renault Kwid Life, R$ 32,5 mil.

Ainda entre os dez mais baratos estão o Celer, o Renault Sandero, o Lifan Foison e o Uno Attractive, o mais caro deles: R$ 39 mil.

Ou seja: pra entrar num segmento um pouco mais acima dos carros de entrada o consumidor brasileiro tem que começar a pensar em R$ 50, R$ 60 mil. Isso ainda no âmbito dos carros pequenos, um pouco mais equipados. Pra um carro médio, pode preparar o cheque com três dígitos.

Chery, Fiat, Volkswagen e Renault têm dois modelos cada entre os dez mais baratos. Ford e Lifan têm um (veja quadro).

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Maio fraco, mas crescimento no ano é de quase 40% http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/maio-fraco-mas-crescimento-no-ano-e-de-quase-40/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/maio-fraco-mas-crescimento-no-ano-e-de-quase-40/#respond Wed, 13 Jun 2018 20:46:53 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8721 Greve dos caminhoneiros afetou desempenho dos importados

Os importados cresceram 39,8% este ano, mas as vendas em maio foram fracas, com crescimento de apenas 0,1% (estagnação) em relação a abril. Foram comercializados 3.239 modelos estrangeiros no mês, fora os importados pelas montadoras, que não entram no cômputo na Abeifa. No acumulado foram 14.935 unidades, contra 10.686 no mesmo período do ano passado.

Sobre maio do ano passado houve crescimento vigoroso, uma vez que havia restrição de importação sem o pagamento de IPI extra.

A participação das associadas à Abeifa no mercado interno significou 1,7% dos 194.922 carros emplacados no mês.

O presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, explicou que a paralisação dos caminhoneiros afetou as vendas, que poderiam ter sido melhores.

As cinco marcas que mais venderam, de janeiro a maio, foram a Kia, com 5.237 unidades, Volvo com 2.131, Jac com 1.815, Lifan com 1.206 e BMW, que vendeu 1.102 unidades.

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Toyota: como obter bom valor de revenda http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/toyota-como-obter-bom-valor-de-revenda/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/toyota-como-obter-bom-valor-de-revenda/#respond Wed, 13 Jun 2018 16:27:40 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8716 Valorização do custo de propriedade e o bom atendimento são os alicerces da empresa para a fidelização do cliente

Considerando o preço (começa com R$ 63.990,00) e os equipamentos (veja adiante), o Yaris chega pra enfrentar com competência os concorrentes, tanto com a versão hatch quanto com a sedã.

O XL manual e XL CVT (motores 1.3 e 1.5) contam com controle de velocidade cruzeiro, de estabilidade, de tração e de arrancada em subida, além de itens mais comuns na categoria, como isofix, ar-condicionado,  computador de bordo, comandos de som no volante. A versão sedã XL Plus com motor 1.5 e câmbio CVT tem ainda sistema multimídia com tela touch, ar-condicionado digital e sistema start-stop.

Além de oferecer um produto bem equipado e bem posicionado no mercado, a Toyota aposta no atendimento pós venda para fidelizar clientes. A empresa oferece ao comprador garantia de três anos e garantia de acessórios comprados na rede de concessionárias, também pelo período de três anos; garantias estendidas ao eventual segundo dono, caso o carro seja transferido antes desse período.

Miguel Fonseca, vice-presidente executivo de vendas e pós venda da montadora, destacou a atenção dada ao chamado mercado secundário:

“A Toyota sempre valorizou o custo de propriedade do veículo, atuando em duas linhas principais: o controle das vendas diretas e a não oferta de pacotes de equipamentos”.

O dirigente explicou que as vendas diretas prejudicam muito o consumidor, porque são feitas com descontos especiais e acabam detonando o preço do carro no mercado de usados: o cliente que paga o preço cheio vê o seu carro muito depreciado na hora da revenda, depois de dois ou três anos.

Já os equipamentos vendidos por fora (do preço de tabela) acabam depreciando o valor do carro, uma vez que o mercado de usados não reconhece o valor dos opcionais, isto é: os opcionais não são considerados na composição do preço do usado.

“Essas duas posturas protegem o nosso cliente da depreciação do bem, o que leva os carros da Toyota a obter um bom valor de revenda”, definiu.

A proposta de atendimento da Toyota está alicerçada em três aspectos, segundo Ademar Tsotomu Guiotoku, do Centro de Treinamento de Rede: melhor experiência de compra, melhor experiência de posse e melhor experiência de recompra. Em todas elas, o objetivo é superar as expectativas do cliente.

“A venda do carro é apenas a primeira etapa do nosso relacionamento com o cliente. A segunda etapa é o atendimento pós venda, onde criamos um relacionamento direto, respeitando o cliente, com agendamento correto, diagnóstico correto, entrega do carro na data e hora prometida”.

Depois de três anos, na hora da troca, chega o momento que, para  Ademar, é considerado o mais importante no relacionamento concessionária-cliente:

“É o momento chave; temos que superar de novo a expectativa do cliente. É hora de fidelizá-lo para toda a vida”, define.

O carro usado recebido como parte de pagamento na troca por um zero recebe uma avaliação honesta e transparente.

“O cliente tem que ficar satisfeito com o preço que estamos pagando pelo carro usado. Se pagarmos abaixo das referências do mercado ele tem que saber a razão disso”. Ele explica que a rede segue numa ferramenta desenvolvida no Japão onde cada avaria, por menor que seja, tem uma pontuação e que o preço é depreciado conforme o número total de pontos do carro. Um risco de 10cm na lataria vale 1 ponto; risco de 20cm vale 2, um amassado na posta sem danificar a pintura vale  4, com repintura vale 6, e assim por diante.

“Com isso, você dá uma condição real do carro ao cliente. Tudo é explicado em detalhes”, disse.

A boa aceitação do usado na rede é, segundo Ademar, o fundamento do atendimento da marca; é o que a coloca entre as que obtêm os melhores resultados na valorização do seminovo.

E a assistência não se restringe aos clientes da marca:

“Se o cliente chega com um Honda usado para trocar num Toyota OK ele será recebido com tapete vermelho; o carro dele será avaliado da mesma forma que um Toyota”.

A Toyota conquistou o Selo Maior Valor de Revenda em 2017 em quatro categorias: o Corolla foi o campeão entre os sedãs médios, com depreciação de apenas 9,3% após um ano; a picape Hilux foi a menos depreciada das picapes médias, com 14,2%; o SW4 ganhou na sua categoria com 12,7% e o Prius foi o campeão dos elétricos e híbridos, com desvalorização de apenas 11,3% em um ano. As duas versões do Etios – sedã (10,6%) e hatch (10,5%) – ficaram em segundo lugar em suas categorias.

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Greve de caminhoneiros derruba produção http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/06/greve-de-caminhoneiros-derruba-producao/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/06/greve-de-caminhoneiros-derruba-producao/#respond Wed, 06 Jun 2018 20:16:52 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8711 Fabricantes deixaram de produzir de 70 a 80 mil veículos. Maio teve queda de 30%


A produção mensal de veículos caiu 20%, com 212,3 mil unidades em maio, contra 266 mil em abril deste ano. A queda drástica foi causada, principalmente, pela greve dos caminhoneiros, que dificultou o abastecimento das fábricas e o transporte dos veículos para as concessionárias, segundo Antônio Megale, presidente da Anfavea, associação que reúne os fabricantes de veículos.

“Além dos problemas causados pela greve dos caminhoneiros, trabalhadores e consumidores tiveram dificuldade com abastecimento de combustível, interferindo nos deslocamentos. Não fosse este cenário, certamente teríamos registrado maior crescimento em maio”, disse Megale.

A indústria deixou de produzir entre 70 e 80 mil veículos, vendeu 25 mil a menos do previsto e 15 mil unidades nas exportações. Mesmo assim, houve crescimento de 12% no acumulado do ano: 1,17 milhão de unidades contra 1,05 milhão em 2017.

A queda nas vendas foi de 17% de abril (73,2 mil) para maio (60,7 mil). No acumulado do ano o balanço é positvo: foram 314,1 mil unidades nos cinco primeiros meses, 1,6% mais do que as 309,1 mil unidades exportadas no mesmo período de 2017.

Em maio, as vendas cresceram 3,2% com 201,9 mil unidades contra 195,6 mil unidades vendidas no mesmo período do ano passado, mas houve queda de 7,2% no mês, informação antecipada pelo Autoinforme no dia primeiro de junho (veja matéria no link).

Até o final de maio 964 mil unidades foram licenciadas, crescimento de 17% sobre as 824,5 mil de 2017.

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FCA: elétrico na Europa e etanol no Brasil http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/06/fca-eletrico-na-europa-e-etanol-no-brasil/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/06/fca-eletrico-na-europa-e-etanol-no-brasil/#respond Wed, 06 Jun 2018 14:01:17 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8708 Plano de investimentos da empresa prevê portfólio de soluções diferentes para cada região do mundo

A FCA, que reúne as marcas da Fiat e da Chrysler, vai investir 45 bilhões de euros – cerca de 200 bilhões de reais – nos próximos cinco anos, principalmente no desenvolvimento de novos produtos. E o carro elétrico vai ter uma importância vital no próximo período, com aporte de 40 bilhões de reais para o setor.

A ordem na companhia é reduzir a dependência em relação ao petróleo, que segundo a FCA é um dos maiores desafios que a sociedade enfrentará nos próximos anos e portanto o etanol e o GNV também estão contemplados nos investimentos.

A Fiat no Brasil vai ganhar uma nova linha no segmento dos utilitários esportivos, tipo de carro que a empresa considera o novo padrão mundial: serão quatro carros novos: três suvs e uma picape no segmento B, enquanto a marca Jeep terá um utilitário esportivo de sete lugares.

A FCA promete um esforço para consolidar a tecnologia flex no Brasil, buscando os benefícios ambientais da utilização do etanol como combustível que sequestra CO2 em seu processo de produção.

Embora o plano de investimento para os próximos cinco anos seja uma decisão mundial, a empresa considera as diferenças de cada mercado que atua e determina soluções adequadas a cada um: “embora os padrões em todas as regiões vão convergir no futuro para um ponto, hoje todos nós estamos atentos às diferenças de concepções regionais”, disse Sérgio Marchionne, CEO da FCA durante a apresentação do plano global da empresa na semana passada na cidade de Balocco, na Itália.

Na Europa, onde a legislação é mais rigorosa em termos de emissão de CO2 e de outros gases, serão introduzidos vários níveis de eletrificação e a empresa vai reduzir o uso do diesel, que ficará apenas para os veículos comerciais. O diesel já foi banido em algumas cidades e regiões da Comunidade Europeia.

Já na China, que também mantém rigor no combate à poluição e facilita a produção de carro elétrico, a tendência é o lançamento de elétricos, principalmente da marca Jeep.

Nos Estados Unidos, onde há um mercado grande e diversificado, e onde os derivados de petróleo têm preços mais baratos do que as demais opções, a empresa vai disponibilizar várias tecnologias simultaneamente. Mas também ali vai investir na eletrificação: recentemente lançou um modelo híbrido da marca Chrysler.

Na América Latina, o etanol é o destaque: a empresa entende que o Brasil é o único país que tem uma alternativa real aos combustíveis à base de petróleo. E portando vai continuar a promover o combustível como benefício ambiental, através de investimento no aprimoramento do motor à combustão e no uso do etanol.

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Marchionne anuncia o fim do diesel http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/01/marchionne-anuncia-o-fim-do-diesel/ http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2018/06/01/marchionne-anuncia-o-fim-do-diesel/#respond Fri, 01 Jun 2018 23:25:45 +0000 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/?p=8702  

Sergio Marchionne

“O Brasil é o único país que tem uma verdadeira alternativa ao petróleo” definiu na sexta-feira (1) o CEO da FCA, Sérgio Marchionne, durante o Capital Markets Day 2018, que a empresa realiza em Bolocco, na Itália, quando revelou os planos das oito marcas que representa (Fiat, Jeep, Dodge, Chrysler, Maserati, Alfa Romeo, RAM e Lancia) para os próximos cinco anos.

Falando sobre a necessidade da redução de emissões, Marchionne elogiou a posição destacada no Brasil com o uso do etanol e anunciou o fim do uso do motor a diesel em carros de passeio em todas as marcas da FCA até 2021.

Anunciou que vai continuar incentivando o aperfeiçoamento do motor à combustão de última geração que poluirá menos com o uso do etanol. Prometeu também reforçar a posição da FCA como líder do mercado de picapes, prometendo o lançamento de uma picape média da RAM no Brasil. Anunciou também a produção no Brasil de um utilitário esportivo de sete lugares, provavelmente derivado do Compass, com motor híbrido.

Richard Palmer, chefe da área de finanças da FCA, reforçou a importância do Brasil na companhia, revelando que depois de anos em queda, o mercado iniciou recuperação em 2017 e que no primeiro trimestre de 2018 a empresa recuperou a margem em  3,9%. Mostrou confiança que  a região da América Latina continue a recuperação e volte a ter margem acima de dois dígitos. Informou que a operação na fábrica de Pernambuco se mantém rentável e que a expectativa é de um aumento de 60% até 2022, reforçou as palavras do chefe Marchionne, dizendo que as buscas pelas reduções das emissões no Brasil se limita ao uso do etanol, ao contrário da Europa, onde a empresa vai usar o carro elétrico e eliminar o diesel em carros de passeio para atender as leis de emissões.

Palmer encerrou a apresentação dissecando o investimento da companhia para o próximo qüinqüênio. Do total de 45 bilhões de euros, 30% serão destinados ao lançamento de novos produtos e reestilizações dos atuais (19 no total), 20% para o projeto de eletrificação dos carros, outros 20% para incremento de novos segmentos do mercado, 15% na produção de motores e outros 15% na modernização das fábricas e na infra estrutura da empresa em todo o mundo.

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