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Cadeirinha de criança é insegura

Joel Leite

05/02/2020 16h10

Proteste aponta risco no impacto lateral

Usar cadeirinha para transportar crianças no carro é obrigatório desde 2010 no Brasil. As razões são óbvias: segundo a Organização Mundial da Saúde o risco de vida de uma criança usando a cadeirainha em caso de acidente é reduzido em 70%.

Mas mesmo usando a cadeirinha, a criança não está totalmente protegida. Primeiro porque as normas brasileiras são mais frouxas do que a de outros países, os da Europa, por exemplo, e segundo porque, pelo menos no que se refere aos impactos laterais, as cadeirinhas usadas no Brasil não são tão seguras.

Foi o que revelou o teste feito pela associação de consumidores Proteste, em parceria com o programa de avaliação de veículos Latin NCAP. Foram avaliadas diversas marcas e modelos de bebê-conforto (para crianças com até 13 kg). Na simulação, as cadeirinhas foram classificadas desde "aceitáveis" até "muito ruins" porque em todos os testes o boneco bate a cabeça na porta do carro durante o impacto e esta falha pode ser fatal num acidente de verdade.

As marcas Chicco, Infanti, Burigotto, Nania e Maxi Cosi foram as únicas que apresentaram impactos menos intensos.

No teste de colisão frontal quase todas as marcas se saíram bem. Burigotto, Chicco, Nania e Infanti se destacaram, sendo classificadas como muito boas por não ter um deslocamento muito grande nem um esforço exagerado do boneco no impacto, em especial do pescoço.

A Proteste destaca que o nível de segurança das cadeirinhas brasileiras, apesar de atender às normas, são inferiores às usadas em países da Europa, onde a legislação é mais exigente.

O teste revelou, também, que os manuais de instrução não trazem informações claras e algumas cadeirinhas são complicadas de instalar, o que prejudica diretamente o nível de segurança. As únicas marcas classificadas como fáceis de usar foram Chicco e Maxi Cozi.

Além da segurança, a Proteste avaliou as marcas com melhor custo-benefício. O bebê-conforto da Burigotto se destacou como a escolha certa por ter uma boa avaliação de segurança e custar R$ 269,10, enquanto o produto da Maxi Cozi, que pouco se diferenciou no resultado final, custa R$ 1.079,10, uma diferença de R$ 810,00.

A Proteste não revelou o nome de todas as marcas avaliadas.

Joel Silveira Leite

Joel Silveira Leite é jornalista e pós graduado em Semiótica e Meio Ambiente. Diretor da Agência AutoInforme, responde pelos sites AutoInforme e EcoInforme. Apresenta o Boletim AutoInforme nas rádios Bandeirantes, Band News e Sulamérica Trânsito. É colunista em várias publicações.

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