O Mundo em Movimento

Toyota foi a marca que mais ganhou em 2016
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Joel Leite

– Jeep foi a que mais cresceu em percentuais; das grandes, só a GM se salvou 

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As vendas na primeira quinzena, de menos de sete mil unidades por dia, dá uma dimensão da dificuldade que as montadoras estão enfrentando: é o pior desempenho desde janeiro de 2017 no mercado interno.

A maioria das marcas teve queda de vendas e perdeu pontos importantes no mercado. Diante desse quadro sombrio, algumas marcas, ao contrário, apresentaram crescimento expressivo este ano, sendo a Toyota a que mais aumentou a participação nas vendas totais: a japonesa ampliou o volume de vendas (de 118.155 para 119.537 de janeiro a agosto) e conquistou nada menos do que 2,2 pontos percentuais de participação, passando de 7% para 9,2%.

A Hyundai, mesmo vendendo um volume inferior (129.042) no período janeiro-agosto do ano passado (135.802), também teve um aumento expressivo de participação, crescendo de 8% para 9,9%, isto é, um aumento de 1,9pp. A GM também aumentou participação, conquistando 1,2 pontos, embora tenha vendido 44 mil carros a menos.

Nissan, Renault, Honda, Peugeot, entre outras, tiveram aumento de participação (menos expressivos), também com volume de venda menor (veja tabela).

Fiat (-2,9 pontos percentuais), Volkswagen (-2,9pp) e Ford (-1,9pp) foram as que mais perderam participação.

Já em relação a aumento do volume de vendas, a Jeep foi a marca que mais cresceu, com aumento de 110%: foram licenciados 35.621 carros da marca, contra 16.898 de janeiro a agosto do ano passado. As superluxuosas Jaguar (+77%) e Porsche (+36,4%) também tiveram aumentos expressivos.

Percentualmente, as chinesas Jac e Chery foram as que mais perderam. A Jac vendeu apenas 1.834 unidades este ano, contra 3.750 no já difícil 2015 (janeiro a agosto), ou seja, uma queda de 51%, e a Chery teve queda 60%, caindo de 3.813 para 1.529 unidades este ano.

Veja quem mais ganhou mercado (pontos percentuais), no acumulado de 2016
Veja o ranking de vendas acumulado/2016


Volkswagen promete 100 mil carros em dois meses
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Joel Leite

– Montadora quer recuperar as vendas perdidas com a paralisação de um mês na produção

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Depois de perder três postos no ranking, a Volkswagen inicia a recuperação com a perspectiva de dobrar o volume de vendas mensais nos próximos dois meses – outubro e novembro – e assim retomar o terceiro lugar nas vendas ao mercado interno.

Tradicionalmente terceira colocada no ranking de vendas internas, a Volkswagen caiu para a sexta posição na primeira quinzena de setembro.

A empresa promete fabricar 100 mil carros nos próximos dois meses para recuperar pelo menos em parte as vendas perdidas.

As fábricas de Taubaté, São José dos Pinhais e São Carlos voltaram a produzir na última quinta-feira, dia 15, depois de um mês de férias coletivas, sendo que a produção será retomada aos poucos e normalizada até o fim do mês.

A paralisação da produção ocorreu por descumprimento de contrato com o grupo Prevent, que reúne diversos fornecedores da empresa, principalmente bancos para o Gol, o Fox e o Up.

“Rescindir os contratos e recorrer à Justiça para reaver os ferramentais de sua propriedade foi a última alternativa da Volkswagen, após o descumprimento de onze acordos comerciais estabelecidos com o Grupo Prevent desde março de 2015, quando tiveram início as interrupções de fornecimento que geraram a perda de produção de mais de 150 mil veículos em mais de 160 dias de paralisação”, revelou o comunicado da empresa.

A Volkswagen do Brasil nomeou dez fornecedores para restabelecer a produção.

A fábrica Anchieta ainda está parada; vai retomar a produção nesta terça-feira (20).


Hyundai tem dois carros entre os dez mais
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Joel Leite

– Sedã fabricado em Piracicaba entra pela primeira vez entre os dez mais vendidos na quinzena

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Pela primeira vez a Hyundai coloca seus dois carros fabricados em Piracicaba na lista dos dez mais vendidos. Tradicionalmente segundo colocado no ranking o hatch HB20 fechou a primeira quinzena de setembro com 4.826 unidades, atrás do líder Ônix, que vendeu 6.124. Já o sedã, HB20S, vendeu 1.876 unidades e entrou pela primeira vez na lista dos dez carros mais vendidos no País. O HB20S ficou na décima posição. O bom desempenho dos dois modelos fez a Hyundai fechar a quinzena em terceiro lugar no ranking por marca, aproveitando a queda da Volkswagen, que, após 30 dias com as fábricas paralisadas, caiu para a sexta posição no ranking.

O ranking da quinzena ficou um pouco alterado por causa da ausência dos carros da Volkswagen, que caíram de posição. O modelo da marca mais bem posicionado na quinzena é a picape Saveiro, que vendeu apenas 1.422 unidades, ficou apenas com a 18ª posição. O Fox ficou em 19º, com 1.386 carros e o Gol em 20º, com 1363.

O Ka ficou em terceiro, com 3.265 unidades, seguido por Prisma, com 2.752 e Corola, com 2.608. Seguem, nesta ordem, Strada, Sandero, Palio e HRV.

Além do Palio e da Strada, a FCA tem três modelos na boca para buscar uma vaga na lista dos dez mais vendidos: Toro, Renegade e Mobi aparecem, pela ordem, em 11º, 12º e 13º lugar.

Veja o ranking dos 50 carros mais vendidos na primeira quinzena de setembro


Hyundai é 3ª e Volks é 6ª na pior venda diária desde 2007
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Joel Leite

– Foram vendidas apenas 6.923 unidades por dia na primeira quinzena de setembro

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As vendas diárias na primeira quinzena de setembro indicam que este poderá ser o pior mês dos últimos nove anos. Foram vendidos apenas 7.028 carros por dia. Pior desempenho do que este aconteceu somente em janeiro de 2007, quando foram vendidos 6.923 carros. No total da quinzena foram licenciados 77.307 carros e comerciais leves.

É verdade que a Volkswagen é a responsável por grande parte dessa queda de vendas, mas mesmo que a marca alemã não tivesse tido problemas com a produção, o mercado não teria dado sinais de recuperação.

Com as quatro fábricas em férias coletivas, a Volkswagen – que retomou a produção dia 15 – não teve fôlego para atender a procura e despencou para a sexta posição no ranking das marcas mais vendidas na quinzena: vendeu apenas 6.843 unidades e ficou com 8,8% do mercado, atrás da Toyota (quinta colocada com 10%), Ford (quarta, com 10,2%).

A Hyundai, com 8.181 carros e 10,6% de participação, assume provisoriamente o terceiro lugar, atrás apenas da GM, líder com 18.4% (14.195 unidades) e da Fiat, com 15,5% (11.948).

Renault, em sétimo; Nissan, nono; e Jeep, décima colocada, completam a lista das dez marcas mais vendidas na primeira quinzena de setembro.

Veja o ranking por marca da primeira quinzena de setembro


Artigo: existe vida depois da venda?
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Joel Leite

seminovos

Não basta um bom produto e uma boa campanha publicitária pra vender carro.

Numa época de dificuldades, quando as vendas caem pela metade em relação a em 2013, a atenção das montadoras e das redes de concessionárias se volta para o atendimento pós venda. Elas estão entendendo que não basta convencer o cliente a comprar e depois abandoná-lo.

O pós venda é justamente a política de manter o cliente voltado para a marca mesmo depois de adquirir o carro: oferecendo atendimento diferenciado, peças e mão de obra a preços honestos; ações que mantêm o cliente junto à marca e o faz retornar na próxima troca.

Cada vez mais as montadoras se preocupam com o que chamam de Custo Total de Propriedade, isto é: o valor do carro mais o que o motorista gasta pra andar com ele, pra fazer a manutenção, e principalmente, quanto o carro vai desvalorizar na hora da revenda, isto é: o Índice de Depreciação.

Por isso que a indústria está investindo em ações que valorizam o carro depois dele sair da concessionária, caso das assistências 24 horas, da garantia estendida, das revisões programadas a preços tabelados.

Em congressos, simpósios, encontros de vendedores de veículos têm sempre um especialista/consultor dando o velho recado: é preciso valorizar o carro usado; as concessionárias precisam aprender a ganhar dinheiro com o usado. Mas muita gente não aprendeu a lição. Em casos mais escabrosos, algumas concessionárias não aceitam nem mesmo o carro usado da própria marca na troca por um OK. É um ato suicida.

Os resultados do Prêmio Maior Valor de Revenda, que homenageia os carros que obtêm as menores depreciações após um ano de uso, é um indicador das marcas que melhor atuam no mercado secundário.

Os revendedores precisam controlar o impulso de priorizar o OK em detrimento do usado. Os números revelam que o cliente está mais afeito a optar pelo seminovo nesses tempos de falta de confiança no futuro (enquanto as vendas de novos caíram 22,8% até agosto a de seminovos cresceram 24,1%), por isso esse é um segmento que não deve ser desprezado.

Pesquisas indicam que o custo de fazer um cliente retornar à marca é sete vezes maior do que o valor gasto para conquistá-lo pela primeira vez. Tem revendedor que não enxerga a dinâmica do mercado, continua jogando dinheiro no lixo.

 


Caminhão autônomo faz o “trabalho sujo” no fundo da mina
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Joel Leite

– Volvo testa FMX na Suécia há 1000 metros abaixo do solo; tecnologia é avaliada em aplicação severas

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Antes de rodar por aí para levar madame para fazer compra, o veículo autônomo terá tarefas bem mais nobres. Muitos autônomos já estão prontos para rodar e os primeiros testes são justamente em situações de risco; situações em que a operação humana é difícil e desgastante. Protótipos de tratores que andam sozinhos, por exemplo, já trabalham na lavoura, monitorados por controle, evitando que o homem faça trabalho pesado, repetitivo e insalubre.

A cada experiência o veículo autônomo dá mais um passo para o seu desenvolvimento. A Volvo acaba de colocar em teste o caminhão autônomo FMX em operações regulares na mina de Boliden, em Kristineberg, norte da Suécia, para avaliar o comportamento da tecnologia em áreas de aplicação severas com limitações geográficas, testes feitos a 1000 metros abaixo do solo.

“Com a operação em Boliden, o desenvolvimento de veículos autônomos entra numa nova fase. É a primeira vez que veículos autônomos são testados em operações regulares subterrâneas, e os resultados serão valiosos para nossa missão de transformar descobertas técnicas em benefícios para clientes,” disse Claes Nilsson, presidente da Volvo Trucks.

A expectativa é que os caminhões autônomos podem proporcionar uma contribuição significativa para o aumento da eficiência nos transportes, principalmente em áreas como minas, portos, ambientes controlados, com restrições geográficas e alta proporção de direção repetitiva.

O Volvo FMX é equipado com a função autônoma e um sistema que incorpora sensores de radar/laser, que serve para monitor a geometria da mina e gerar um mapa da rota que o caminhão. A informação coletada será então usada para regular a direção, a velocidade e as trocas de marchas do veículo. A cada nova viagem, os sensores voltam a escanear a área em volta do caminhão e continuar otimizando tanto a operação quanto a rota.  Dois dos sensores estão permanentemente monitorando a área em volta do caminhão. Caso haja uma falha no sistema dos caminhões, eles podem ser operados remotamente da central de gestão de transporte.

Os caminhões operam sem parar e reduzem os tempos de carga e descarga, além de ter menor consume de combustível e menor desgaste do equipamento.

 


Motos: exportação não compensa mercado interno ruim
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Joel Leite

– Setor sonha com melhorias graças a “medidas econômicas a serem implantadas”, sem citar quais

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Com uma queda expressiva de vendas no acumulado do ano (foram licenciadas apenas 607.185 unidades até agosto, contra 854.674 no mesmo período do ano assado – QUEDA DE 29%), o setor de motos está procurando nas exportações o equilíbrio, já que elas estão crescendo este ano.

Foram vendidas de janeiro a agosto 39.454 motos para outros países, o que significa um aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 36.182 unidades.

Mas, como se vê, a diferença entre a queda das vendas internas e o crescimento das vendas externas ainda á muito grande. O resultado é uma produção também muito fraca: foram fabricadas 632.381 unidades este ano, contra 913.972 de janeiro a agosto do ano passado, conforme a Abraciclo, a associação dos fabricantes.

 

Queda no mês não desanima

Em agosto foram licenciadas 76.460 motos, o que representa um crescimento de 2,7% sobre julho (74.417 unidades), mas queda de 22,1% em relação a agosto de 2015 (98.188).

O pequeno crescimento em agosto é, na verdade, uma ilusão. Essa variação pretensamente positiva ocorreu porque o mês teve 23 dias úteis, contra 21 de julho. Se o cálculo for feito pelas vendas diárias percebe-se que o ritmo de vendas CONTINUA DESPENCANDO: foram vendidas em agosto 3.324 motos por dia, contra 3.544 no mês anterior, uma queda portanto de 6,2%.

Mas Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, fala com otimismo sobre o futuro, ou melhor, com esperança, uma vez que sua análise é baseada apenas numa expectativa e não em medidas concretas do governo golpista:

“Muito embora o resultado de agosto tenha sido um dos piores do ano, o setor tem expectativa de recuperação das vendas para os próximos meses em função das medidas econômicas a serem implantadas”.

 


Inflação do Carro fecha agosto com alta de 0,38%
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Joel Leite

Cresce o custo para andar de carros, mas no ano a Inflação do Carro (1%) é baixa em relação ao IPC da Fipe (5,48%) 

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Andar de carro ficou 0,38% mais caro em agosto. A informação é da Agência AutoInforme, responsável pela Inflação do Carro, que apura mês a mês os preços de todos os itens necessários para o motorista andar com o carro e fazer a manutenção preventiva (peças de reposição, serviços, seguros, impostos e combustíveis).

Foi a segunda alta mensal seguida, um indicativo de um segundo semestre mais salgado para o bolso do motorista. Mas no acumulado do ano a Inflação do Carro ainda é baixa, +1%, bem inferior à inflação total medida pelo IPC a Fipe, que é de 5,48% de janeiro a agosto. Em agosto o IPC da Fipe registrou alta de 0,11%.

É importante analisar o comportamento dos preços dos combustíveis, item que mais pesa na composição do índice: álcool e gasolina representam 32% do total de gastos com o carro.

No mês passado a gasolina teve leve alta de 0,30%, enquanto o álcool ficou 0,45% mais barato. No primeiro trimestre, os preços de ambos tiveram altas expressivas, mas com o fim da entressafra da cana, o álcool começou a cair de preço e agora acumula queda de 7,24% (período janeiro- agosto). No mesmo período a gasolina ficou 0,38% mais barata.

Os serviços de balanceamento de rodas e alinhamento de direção foram os itens que mais subiram em agosto, com índices de 1,25% e 1,22%, respectivamente. Os pneus que ficaram 1,06% mais caros e o serviço de estacionamento subiu 1,04%.

O levantamento de agosto apontou queda média de 0,17% nos combustíveis e alta de 0,54% nas peças de reposição, de 0,92% nos serviços, e de 0,51% no seguro.

Veja o gráfico da Inflação do Carro


BMW é a montadora mais sustentável do mundo
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Joel Leite

– Marca é mais uma vez a primeira colocada no Índice de Sustentabilidade Dow Jones
 
bmw

A BMW é a empresa do setor automobilístico mais sustentável do mundo, conforme o índice Dow Jones divulgado nesta quinta-feira (8) na Alemanha. É a única fabricante de automóveis que figura no ranking desde 1999.

Entre 1995 e 2015, o grupo BMW reduziu as emissões de CO2 em 40%, mas apenas dos carros novos vendidos na Europa. A emissão média de CO2 em toda a Europa no ano passado foi de 127 gramas por quilômetro rodado, bem abaixo do índice mundial, que foi de 147 g/km.

A empresa lançou recentemente sete carros elétricos ou híbridos, sendo que um elétrico (o 13) e um híbrido com tomada (i8) são vendidos no Brasil.

Entre as ações da empresa estão: compra de 58% de energia renováveis; operação de quatro turbinas eólicas na fábrica de Leipzig, que fornecem exclusivamente energia para a produção do BMW i3 e BMW i8; uso de gás metano na fábrica de Spartanburg, nos EUA. Foi o primeiro fabricante europeu a usar um caminhão elétrico para o transporte de materiais em vias públicas.

''Estamos muito satisfeitos em sermos nomeados mais uma vez como líderes do setor no Índice de Sustentabilidade Dow Jones. Isso mostra que nossas atividades têm um impacto relevante e que estamos no caminho certo'', disse Ursula Mathar, responsável pelos setores de Sustentabilidade e Proteção Ambiental da empresa.

A BMW foi também a primeira empresa do setor a nomear um executivo voltado exclusivamente para a questão ambiental, isso em 1973. O Conselho de Sustentabilidade define o alinhamento estratégico por meio de metas obrigatórias.

 


Dinheiro de cota contemplada vai direto pro banco
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Joel Leite

– Seis de cada dez consorciados deixam de comprar o carro para investir o dinheiro da carta de crédito

A carta de crédito, que pode ser obtida por sorteio ou por lance num grupo de consórcio, pode ter o seu valor investido enquanto o dono não compra o carro. O investimento pode ser feito em Fundo de Investimento, Fundo de Condomínio Aberto ou em Títulos Públicos, todos eles rendendo juros Selic, hoje em 14,25%. Nada mau num momento em que a Caderneta de Poupança não paga mais do que  0,5% ao mês.

Essa é a razão do sistema manter 240 cotas contempladas cujos proprietários ainda não exerceram o seu direito de compra, para o desespero da indústria automobilística, que amarga números de vendas sofríveis em relação aos anos de 2013 e 2014. As 240 mil cotas contempladas correspondem a um mês e meio de vendas; caso fossem revertidas em compra aliviaria a situação do setor, que trabalha com uma 50% da sua capacidade instalada.

Mas se depender da vontade dos consociados, a situação vai se agravar ainda mais. Afinal, para que investir o suado dinheirinho num momento de dúvidas na economia e incertezas na política? Ainda mais com a garantia de um rendimento acima dos papeis bancários.

Os números revelam que os contemplados continuam quietinhos esperando a situação melhorar, e, mais do que isso: novos contemplados estão preferindo deixar o dinheiro investido em vez de comprar o OK.

Dados da ABAC, a Associação das Empresas de Consórcio, indicam que a possibilidade de usar o dinheiro como investimento tem tornado o sistema de consórcio mais atraente para o consumidor. Em 2014, 51% dos consorciados usam o sistema como um meio para adquirir o bem, enquanto 49% o faziam como investimento. Já em 2015, penas 41% optaram pelo consórcio com o objetivo de comprar um carro, enquanto 59% o fizeram como investimento.

Os dados da ABAC indicam também que o consumidor está investindo para comprar carros mais caros. Há um ano o ticket médio, isto é, o valor médio do bem desejado no grupo de consórcio, era de R$ 40.900,00, neste ano subiu para R$ 41,200,00.

De janeiro a julho o sistema registrou 264.300 contemplações, o que significa um volume de R$ 10,7 bilhões, boa parte dele parado no banco, enquanto poderia estar nos cofres das montadoras.

O consórcio é responsável hoje por 64% das vendas de motos no Brasil, 35% da venda de carros e comerciais leves e 43,3% dos caminhões. O consumidor paga sobre o valor do carro e a prestação sobre dependendo do aumento do preço do carro referência. Paga também a taxa de administração, que é de 13,5% para carro (60 meses), 17% para moto (60 meses) e 13,7% para caminhão (100 meses)

 

Preço e Mensalidade:

Carro           R$ 40 mil     R$ 760,00

Moto            R$ 7,5 mil     R$ 147,00

Caminhão    R$ 300 mil   R$ 3,5 mil