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Caro, mas muito econômico. E ambientalmente correto.

Joel Leite

01/10/2019 15h33

Conheça o Arrizo elétrico, que a Caoa Chery apresentou nesta terça-feira em São Paulo

Ele custa caro, R$ 160 mil, o dobro do modelo à combustão, mas fora o investimento inicial, tudo é favorável no Arrizo elétrico, que a Caoa Chery apresentou nesta terça-feira (1/10/19) à imprensa e que começa a ser vendido em São Paulo na segunda quinzena.

A empresa não tem expectativa em relação a um grande volume de vendas; quer mostrar a tecnologia que a marca chinesa oferece à parceria no Brasil e prospectar o mercado: caso a procura seja grande, poderá trazer outros modelos elétricos, como o Tiggo2 e o Tiggo5X, cujas versões à combustão são fabricadas no Brasil. O carro é importado da China, onde a Chery tem cinco unidades só para a produção de eletrificados.

O Arrizo elétrico não mudou quase nada em relação ao modelo a combustão. Com a bateria distribuída sob o assoalho, ele mantém quase o mesmo espaço interno. A dianteira tem uma pequena modificação, com uma grade diferente, adaptada para receber as tomadas de recarregamento de energia. É mais pesado (187kg a mais), por causa da bateria; não tem caixa de transmissão, com o câmbio resumindo-se às posições Neutro, Ré e Drive. A bateria, de 98 células organizadas em grupos, gera 357 volts, com uma potência de 53,5 KW/h.

A autonomia, um dos maiores problemas do carro elétrico, é de 322 quilômetros e o carro tem três tipos de carregamento, sendo um deles que pode ser usado na tomada de força comum, de casa, de 220 volts

Os dirigentes da Caoa Chery enumeram as vantagens do elétrico:

Bom torque: pisou no pedal, o motor já oferece toda a força, ele não tem inércia.

– Maior eficiência energética

– O sistema permite a recuperação da energia, alimentando a bateria com as freadas e desacelerações.

– Baixo custo de uso: enquanto o Arrizo a combustão gasta R$ 200,00 de gasolina para encher o tanque o "tanque cheio" de eletricidade custa apenas R$ 28,00.

Isso, sem contar a questão ambiental. O elétrico se desenvolve em todo o mundo em função da necessidade de reduzir as emissões de CO2 na atmosfera. Hoje a Humanidade produz 60 vezes mais CO2 do que a Terra é capaz de absorver. Assim, a redução das missões atmosféricas é imperiosa: um carro a combustão emite o absurdo de 160 gramas de poluentes por quilômetro rodado. O elétrico tem emissão zero.

A Caoa vai trazer 160 unidades do Arrizo elétrico este ano e já estão encomendadas outro lote de 200 carros para o início do ano que vem. Daí pra frente, o planejamento será de acordo com a demanda.

Joel Silveira Leite

Joel Silveira Leite é jornalista e pós graduado em Semiótica e Meio Ambiente. Diretor da Agência AutoInforme, responde pelos sites AutoInforme e EcoInforme. Apresenta o Boletim AutoInforme nas rádios Bandeirantes, Band News e Sulamérica Trânsito. É colunista em várias publicações.

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